sexta-feira, 25 de maio de 2018

Os vestígios de Mênfis




Na zona museológica de Mit-Rahina, perto de Sakara, foram reunidas 
algumas peças escultóricas e arquitetónicas que evocam, sobretudo,
a época do Império Novo, com destaque para as estátuas colossais
de Ramsés II, vindas do muito destruído templo de Ptah, a principal
divindade da antiga Mênfis, capital do Egito no Império Antigo.

O templo do demiurgo menfita chamava-se Hutkaptah (em antigo
egípcio significava «o templo do ka de Ptah»), e foi deste nome
que derivou, através do grego, a designação de Egito dada ao país,
como na ocasião foi explicado aos membros do grupo, retratados
na imagem de cima junto de um colosso ramséssida e na de baixo
ao lado de uma base de uma desaparecida coluna de Merenptah.

Guiza: as pirâmides e a Esfinge



Depois das zonas tumulares de Sakara e de Dahchur, e ainda de Mênfis,
o grupo da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa já estava
habilitado a melhor perceber as pirâmides de Khufu, Khafré e Menkauré
que se erguem no planalto de Guiza, tendo ainda a oportunidade de ver
o Museu da Barca Solar, com o belo navio de Khufu feito com madeira
de cedro (do Líbano) a testemunhar o alto nível da construção naval.

Alguns mais afoitos entraram na Grande Pirâmide de Khufu, subindo
pela grande e espetacular galeria até desembocarem na cripta real,
havendo ainda tempo para percorrer a zona, rodeando as pirâmides,
após o que o grupo se dirigiu para a Esfinge e, mesmo ali ao lado,
para ver as impressionantes ruínas do templo baixo de Khafré,
de onde partia o caminho processional conduzindo ao templo
funerário (ou templo alto) adossado à face leste da pirâmide.

Sakara: pirâmides e mastabas



Antes da visita ao famoso planalto de Guiza é preciso estar em Sakara,
para dar uma ordem lógica e cronológica ao fluir do tempo histórico,
vendo o complexo funerário do Hórus Djoser, onde sobressai a sua
pirâmide escalonada (III dinastia), passando depois pela arruinada
pirâmide de Userkaf (o primeiro rei da V dinastia) e em seguida
entrando na pirâmide de Teti (o primeiro rei da VI dinastia).

A compreensão da notável arquitetura sepulcral do Império Antigo
completa-se com as visitas a dois túmulos privados de funcionários,
 conhecidos como mastabas, por isso o grupo apreciou devidamente
os túmulos do vizir Mereruka e de Ti, este mais afastado, e por isso
raros visitantes recebe - mas Eça de Queirós esteve lá em 1869,
o que é também um motivo para evocar o nosso célebre escritor.

Depois estivemos em Dahchur, onde se erguem duas pirâmides
mandadas erigir por Seneferu, o fundador da IV dinastia, e onde
poucos grupos vão - por isso mesmo foi uma visita tranquila,
comparando a pirâmide romboidal com a pirâmide vermelha,
onde alguns mais «corajosos» entraram (e não é nada fácil).

No Museu Egípcio do Cairo



Depois das visitas ao Cairo copta (com as igrejas de São Sérgio,
ou da Sagrada Família, e de Santa Bárbara), e ainda à sinagoga 
de Ben Ezra, seguiu-se a visita ao Museu Egípcio do Cairo,
que agora está em fase de mudança para as novas instalações
 do Grande Museu Egípcio, junto das pirâmides de Guiza.

Um dos momentos altos da visita foi a entrada na sala das múmias
para admirar os corpos de grandes faraós do antigo Egito, desde 
o martirizado Sekenenré, o conquistador Tutmés III, o notável
Seti I e o seu filho Ramsés II, mais o homónimo Ramsés III,
entre outros monarcas que reinaram no país das Duas Terras.

O primeiro dia no Cairo


Foi há cerca de dois meses que o grupo da Faculdade de Letras
da Universidade de Lisboa iniciou a sua visita de estudo ao Egito,
começando pelo Cairo islâmico, vendo a mesquita de Mohamed Ali,
também conhecida por Mesquita de Alabastro, seguindo-se mais três:
a do sultão Hassan (meados do século XIV), de Rifai (do século XX)
e a de Ibn Tulun (século IX), quando a capital do Egito era Fustat,
dado que a cidade do Cairo (Al-Kahera) só foi fundada no século X.

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Adeus à Tut


Faleceu a nossa gatinha Tut, que connosco viveu durante catorze anos
de uma vida que deve ter sido certamente muito feliz - e catorze anos
de vida para um gato não é mau, com uma vida caseira e em família.

Quando recebemos o pequeno felino, com uns quatro meses de idade, 
julgávamos que seria um gato e por isso demos-lhe o nome faraónico
de Tutankhamon, até porque já existia o Seti e o Ramsés, prestigiados
e sonantes nomes de grandes reis do antigo Egito (Império Novo).

Mas quando o gatinho foi ao veterinário para a esterilização e para
uma observação médica, a jovem veterinária notou que o felino
brincalhão que tinha entre mãos não exibia «tintins» - tratava-se,
afinal, de uma gata... e passou a ser a Tut, que em antigo egípcio 
quer dizer «imagem», palavra feminina que vinha a propósito.

terça-feira, 22 de maio de 2018

De novo no Museu Calouste Gulbenkian


Cumprindo o programa da cadeira opcional de Escrita Hieroglífica
lecionada no Departamento de História da Faculdade de Letras
da Universidade de Lisboa, alguns dos 35 alunos inscritos na turma
estiveram no sábado, dia 19 de maio, na visita de estudo realizada
na magnífica galeria de arte egípcia do Museu Calouste Gulbenkian.

Poses insólitas no Egito


Revelando uma acintosa grande falta de bom senso e de respeito 
para com os vestígios do passado há certos viajantes que no Egito
se «divertem» em poses insólitas e indecentes nos monumentos,
certamente por culpa, desleixo ou indiferença de guias e guardas
dos sítios históricos que não cumprem cabalmente as suas funções.  

Nos grupos de viajantes que todos os anos integram as visitas
de estudo concebidas e preparadas pela Faculdade de Letras 
da Universidade de Lisboa, e que ultimamente têm sido levadas
a efeito com uma grande eficácia pela agência Novas Fronteiras, 
tais cenas indecorosas, insultuosas e repelentes não ocorrem.

O Antigo Egito entre nós


Por iniciativa do Grupo Amigos de Lisboa vai realizar-se no sábado,
dia 26 de maio, às 15 horas, uma sessão dedicada aos acervos egípcios 
públicos e privados existentes em Lisboa, a qual terá lugar na sede 
dessa instituição, situada na Rua Portugal Durão, no Bairro do Rego,
entre a Praça de Espanha e o Campo Pequeno, com entrada livre. 

sexta-feira, 18 de maio de 2018

De novo o rio Nilo




De novo se recorda o evento que teve lugar no dia 11 de maio,
no Auditório da Câmara Municipal de Torres Vedras, dedicado
aos grandes rios do mundo: o Tigre e o Eufrates (Mesopotâmia),
o Nilo (Egito), o Amarelo (China) e o Ganges (Índia), vendo-se
na primeira imagem alguns dos conferencistas da primeira sessão.

Gerir a produção no antigo Egito




Integrada num ciclo de conferências sobre a Fazenda e a Gestão
da Produção, organizado pela Professora Maria Leonor García Cruz, 
foi apresentada no dia 17 de maio, na repleta sala B 3 da Biblioteca
da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, a comunicação
«Gerir o Mundo e a Produção no Egito Faraónico», com a evocação
dos métodos de gestão dos recursos naturais e dos recursos humanos
do antigo Egito, que estiveram na base do sucesso da monarquia
e da notável civilização que floresceu nas margens do Nilo.

Animais domésticos no antigo Egito




Realizou-se no passado dia 16 de maio uma sessão dedicada
aos «Animais domésticos no antigo Egito», inserida no curso livre
sobre «A Vida no Antigo Egito», organizada pelo Centro de História
da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e em boa hora
concebido pelo egiptólogo Telo Ferreira Canhão.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

O Nilo entre os grandes rios do mundo




Hoje, dia 11 de maio, realizou-se no Auditório dos Paços do Concelho
da Câmara Municipal de Torres Vedras a primeira sessão do ciclo
de conferências temáticas «Turres Veteras», desta feita a XXI, a qual
teve âmbito internacional, numa organização da Câmara Municipal
e da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

A mesa que se constituiu para a abertura dos trabalhos ficou formada
pelo Doutor Carlos Bernardes, presidente da Câmara Municipal,
Professor Miguel Tamen, diretor da Faculdade de Letras de Lisboa,
e Professor Pedro Barbosa, presidente da comissão executiva deste
 «Encontro Internacional Turres Veteras XXI: Caminhos do Rio».

A secção inicial foi dedicada aos «Grandes Rios da Humanidade»,
o Tigre e o Eufrates (na Mesopotâmia), o Nilo (no Egito), o Amarelo
(na China), o Amazonas (no Brasil) e o Ganges (na Ìndia), cabendo
a primeira comunicação ao Professor Francisco Caramelo, que falou 
sobre «Os rios Tigre e Eufrates e as cidades da Mesopotâmia», 
seguindo-se o Professor Luís Manuel de Araújo com a temática
«O Nilo: um rio divino».

domingo, 6 de maio de 2018

Antiguidades egípcias no Porto e Gaia



No passado dia 7 de março teve lugar na Sociedade de Geografia
de Lisboa uma sessão dedicada aos objetos egípcios existentes
na capital, com relevo para os acervos do Museu da Farmácia,
Museu Calouste Gulbenkian, Museu Nacional de Arqueologia,
e do próprio Museu da Sociedade de Geografia de Lisboa.

Na sequência dessa conferência, a secção de Arqueologia
da Sociedade de Geografia de Lisboa, gerida pelos arqueólogos
Ana Cristina Martins e João Senna-Martinez, está a promover
uma nova sessão desta vez dedicada aos acervos egiptológicos
existentes na cidade do Porto e em Gaia (Canelas).

Assim, no próximo dia 9 de maio, quarta-feira, pelas 17,30 horas,
realiza-se uma sessão complementar intitulada «Do Nilo ao Douro»,
e integrada no ciclo de conferências «Oriente Antigo no Ocidente»,
que terá lugar no Auditório Adriano Moreira, com entrada livre.

Reencontro dos viajantes do Egito


No passado sábado, dia 5 de maio, reuniram-se num lauto almoço em Algés
os viajantes que este ano se deslocaram ao Egito, onde estiveram durante 
catorze dias enriquecedores e inesquecíveis - é na verdade esta a opinião
 dos que fruíram de uma visita de estudo bem organizada e concretizada,
deixando antever a continuação exitosa deste projeto iniciado em 2000.

A festiva paparoca teve lugar no agradável Restaurante Caravela de Ouro,
depois de os participantes terem estado na parte da manhã na sala egípcia
do Museu Nacional de Arqueologia, onde puderam ver as peças expostas
e compará-las com as muitas que admiraram nos vários museus visitados
na viagem ao Egito (Museu Egípcio do Cairo, Museu Imhotep em Sakara, 
Museu de Lucsor e Museu de Kom Ombo).

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Os guias das nossas viagens



As visitas de estudo da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
ao Egito, que se fazem desde o ano 2000, são sempre acompanhadas 
por três guias: um guia egípcio com experiência preciosa assegurada,
a guia Teresa Neves da Agência Novas Fronteiras e o guia egiptólogo
da Faculdade de Letras, os quais se podem ver nas imagens deste ano.

Convirá assinalar que na primeira foto está, à esquerda, o excelente guia 
Gamal Khalifa, anterior acompanhante dos grupos da Faculdade de Letras
(onde, aliás, ele estudou, tendo vivido cerca de dez anos no nosso país),
e ao meio está o atual guia Mustafa el-Ashabi, magnífico companheiro
e garantia segura de que os programas são zelosamente cumpridos.

A bandeira portuguesa no Egito, 2018




Mantendo a tradição das visitas de estudo da Faculdade de Letras
da Universidade de Lisboa, o grupo que esteve este ano no Egito
também foi fotografado exibindo a bandeira portuguesa:  em cima
junto da Grande Barragem de Assuão, depois com um golpe de vento
 quase a levar a bandeira das mãos dos egiptólogos que a seguravam 
(o guia científico da visita de estudo e a mestre Daniela Martins),
e em baixo à entrada do templo ramséssida de Uadi es-Sebua, 
na Núbia, onde raros grupos de visitantes se deslocam.

A bandeira portuguesa no Egito, 2011



Na visita de estudo ocorrida em 2011 o grupo da Faculdade de Letras
da Universidade de Lisboa seguiu uma prática das viagens anteriores
e fez-se fotografar exibindo a bandeira portuguesa em locais históricos
evocativos do antigo Egito, neste caso no famoso planalto de Guiza
com as suas pirâmides (em cima) e no templo de Karnak (em baixo).

terça-feira, 1 de maio de 2018

Lazer e recreação no antigo Egito



Vai começar em breve mais um curso sobre «A Vida no Antigo Egito», 
desta vez subordinado ao tema «Lazer e recreação», na linha do ciclo 
egiptológico que tem sido levado a efeito pelo Centro de História 
da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Este VI curso livre sobre «A Vida no Antigo Egito» decorre durante 
o mês de maio, assinalando-se aqui os dias, os temas e os docentes:

Dia 2 - «Um desporto de faraós: arco e flecha» (José Varandas 
e Eduardo Ferreira)
Dia 9 - «Música e dança» (José das Candeias Sales)
Dia 16 - «Animais domésticos» (Luís Manuel de Araújo)
Dia 23 - «Brinquedos, jogos e desportos de crianças e jovens
no antigo Egito» (Telo Ferreira Canhão)
Dia 30 - «Fazer esquecer o coração: lazer e recreação
na pintura tumular tebana» (Rogério Sousa)

quarta-feira, 25 de abril de 2018

No Egito, trinta anos depois



Mais de trinta anos separam as duas fotos, na primeira quando estudava
na Faculdade de Arqueologia da Universidade do Cairo, em 1984-1985,
como jovem bolseiro do governo do Egito, ao abrigo do acordo cultural
luso-egípcio de 1982, e na segunda tirada muito recentemente, durante 
a 18.ª visita de estudo do Instituto Oriental da Faculdade de Letras
da Universidade de Lisboa, preparada pela agência Novas Fronteiras
e levada a efeito com grande eficácia em inesquecíveis catorze dias.

domingo, 15 de abril de 2018

O guia Tarek Fayed



O falecimento do guia egípcio Tarek Fayed leva a que o recordemos 
em certos momentos ocorridos durante a viagem de 2009-2010, organizada
pelo Instituto Oriental da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa,
em parceria com a Confraria Queirosiana, para comemorar os 140 anos
da visita de Eça de Queirós e do conde de Resende ao Egito, em 1869,
onde estiveram para a festiva inauguração do canal de Suez.

A ideia era percorrer os caminhos de Eça no Oriente (Egito e Terra Santa), 
e por isso a viagem teve duas partes, uma no Egito (Alexandria e Cairo)
e outra em Israel, culminando com a passagem de ano em Jerusalém,
tendo o guia Tarek Fayed conduzido as visitas nos locais históricos
do antigo Egito, incluindo a presença na mesquita de Mohamed Ali
(foto em cima) e na igreja copta de São Sérgio (em baixo).

Falecimento do guia Tarek Fayed




No decurso da recente viagem ao Egito, entre 28 de março e 10 de abril,
recebemos a notícia triste do falecimento do guia egípcio Tarek Fayed,
que acompanhou a visita de estudo que o Instituto Oriental da Faculdade
de Letras da Universidade de Lisboa concebeu em 2009, em parceria com
 a Confraria Queirosiana (Amigos do Solar Condes de Resende).

As imagens mostram o guia Tarek Fayed falando junto das pirâmides
de Guiza, no seu português muito cativante, vivo e expressivo, fazendo
uma boa dupla com o egiptólogo que integrava o grupo (na segunda foto
com Tarek Fayed atrás), vendo-se na terceira imagem o numeroso grupo
no sítio da antiga Mênfis, no amplo espaço museológico de Mit-Rahina.

Regresso do Egito


Terminou na passada semana mais uma visita de estudo ao Egito, concebida
pelo Instituto Oriental da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa,
e levada a cabo com grande profissionalismo pela agência Novas Fronteiras
da experiente guia Teresa Neves, com o concurso do guia egípcio Mustafa.

A inesquecível viagem ao país do Nilo teve a duração de catorze dias,
tempo suficiente para percorrer os principais locais históricos evocativos
do Egito faraónico, com a oportunidade para conhecer o Egito islâmico
(vendo quatro mesquitas) e o Egito cristão (vendo duas igrejas coptas).

Nada do essencial escapou ao entusiástico grupo de viajantes, desde
as pirâmides de Guiza (na foto), de Sakara e de Dahchur, além de outros
vestígios funerários da margem ocidental da vasta região cairota, incluindo
as relíquias históricas da antiga Mênfis reunidas agora em Mit-Rahina. 

Depois foi a partida para o Sul, mas isso veremos nos próximos dias.

terça-feira, 27 de março de 2018

De partida para o Egito




Começará em breve mais uma visita de estudo ao Egito, que será
a 18.ª viagem desde que este regular projeto se iniciou no ano 2000,
e que está bem documentado pelas muitas fotos tiradas pelos viajantes,
como as que aqui se apresentam como evocação de belos momentos. 

Mantendo a tradição, os participantes nesta 18.ª viagem reuniram
na Faculdade de Letras de Lisboa para um encontro de preparação
e para a entrega de documentação relacionada com esta jornada
de catorze dias ao país do Nilo (com breve escala em Madrid).

Boa viagem!

sexta-feira, 23 de março de 2018

Egito: faltam cinco dias



Faltam apenas cinco dias para a partida de mais um grupo de viajantes
rumo à terra dos faraós, em mais uma visita de estudo preparada pelo
Instituto Oriental da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
e levada a efeito pela agência «Novas Fronteiras», de Teresa Neves,
experiente profissional já habituada a este aliciante circuito.

Serão catorze dias de viagem, tempo suficiente para que seja visto
o essencial do muito que o Egito tem para mostrar, porque não se pode
estar em correrias desenfreadas e derreantes de sítio para sítio, nem ver
de forma apressada e afogueada os museus, os túmulos e os templos,
que devem ser apreciados e explicados com linguagem apropriada.

Um exemplo elucidativo, que desde há dezassete anos se vem repetindo,
é a visita ao templo de Karnak, um vastíssimo espaço religioso de Lucsor,
a antiga Tebas-Uaset, onde normalmente demoramos mais de duas horas
para sentir e perceber a importância desse grande domínio de Amon-Ré,
cuja florida alameda de acesso se vê parcialmente na primeira imagem,
seguida pela foto dos dois guias, a quem se junta o guia local Mustafa.